1 de fevereiro de 2017

Capítulo Quarenta

Minha segunda tarefa chegou.
Com os dentes reluzindo, o Attor sorriu para mim enquanto eu parava diante de Amarantha. Estávamos em outra caverna; menor que o salão do trono, mas grande o suficiente para talvez ser algum tipo de área de entretenimento antiga. Não tinha decorações, nenhuma mobília, exceto pelas paredes com moldura dourada, e a própria rainha se sentava apenas em uma cadeira de madeira entalhada, com Tamlin de pé atrás dela. Não encarei por muito tempo o Attor, que ficou do outro lado da cadeira da rainha, com a longa cauda fina chicoteando o chão. Ele só sorria para me deixar nervosa.
Estava funcionando. Nem mesmo olhar para Tamlin poderia me acalmar. Fechei as mãos em punho ao largo do corpo conforme Amarantha sorria.
— Bem, Feyre, sua segunda tarefa chegou. — Ela parecia tão arrogante, tão segura de que minha morte pairava ali. Fiquei apavorada com o que estava por vir. Fora uma tola ao recusar a morte nos dentes da minhoca. Amarantha cruzou os braços e apoiou o queixo em uma das mãos. Dentro do anel, o olho de Jurian se virou, se virou para me olhar, a pupila se dilatando à luz fraca. — Já decifrou meu enigma?
Não ousei responder.
— Uma pena — disse Amarantha, fazendo biquinho. — Mas estou me sentindo generosa esta noite. — O Attor deu um risinho, e vários feéricos lançaram risadas sibilantes para mim, risadas que subiram serpenteando por minha coluna. — Que tal um pouco de treino? — sugeriu Amarantha, e obriguei meu rosto a permanecer neutro. Se Tamlin bancava o indiferente para nos manter a salvo, eu faria o mesmo.
Mas ousei olhar para meu Grão-Senhor e encontrei seus olhos ríspidos sobre mim. Eu só queria segurar Tamlin, sentir-lhe a pele por apenas um momento, sentir seu cheiro, ouvir Tamlin dizer meu nome...
Era difícil conter as lágrimas, mas consegui. Não daria àquelas pessoas a satisfação de me ver desmoronar.
Um leve chiado ecoou pela sala, e vi Amarantha, de seu assento, franzir a testa para Tamlin. Não percebi que estávamos nos encarando.
— Comece — disparou Amarantha, e, antes que eu conseguisse me preparar, o chão estremeceu.
Meus joelhos tremeram, e agitei os braços para me manter reta conforme as pedras sob mim começaram a afundar, me levando para baixo até um fosso grande e retangular. Alguns feéricos gargalharam, mas encontrei o olhar de Tamlin de novo, e me fixei nele até ter descido tanto que seu rosto sumira além da borda.
Avaliei as quatro paredes ao meu redor, procurando uma porta, qualquer sinal do que estava por vir. Duas das paredes eram feitas de uma única camada de pedra lisa e brilhante — polida e lisa demais para escalar. A outra não era uma parede, mas um portão de ferro que dividia a câmara em duas, e, do outro lado dele...
Perdi o fôlego na garganta.
— Lucien.
Acorrentado ao centro do chão do outro lado da câmara, o olho vermelho que lhe restava estava tão arregalado que parecia envolto em branco. O de metal girou selvagemente; a cicatriz cruel se destacava contra a pele pálida de Lucien. De novo, ele era um brinquedinho para Amarantha atormentar.
Não havia portas, não havia como eu chegar até o lado de Lucien, a não ser escalando o portão entre nós. Este apresentava buracos tão espessos e grandes que eu provavelmente conseguiria galgar a fim de saltar para o lado dele. Não ousei.
Os feéricos começaram a murmurar, e ouro tilintou. Será que Rhysand apostara em mim de novo? Na multidão, cabelos vermelhos reluziram — quatro cabeças vermelhas —, e enrijeci a coluna. Eu sabia que os irmãos estariam sorrindo diante do destino de Lucien, mas onde estava a mãe dele? O pai? Certamente o Grão-Senhor da Corte Outonal estaria presente. Verifiquei a multidão. Não havia nenhum sinal deles. Em vez disso, vi Amarantha de pé com Tamlin à beira do fosso, olhando para dentro. Ela fez uma reverência com a cabeça para mim e gesticulou com a mão elegante para a parede sob seus pés.
— Aqui, Feyre, encontrará sua tarefa. Apenas responda à pergunta, selecionando a alavanca certa, e vencerá. Selecione a errada, e será sua ruína.
Como há apenas três opções, acho que lhe dei uma vantagem injusta. — Amarantha estalou os dedos e algo metálico rangeu. — Quero dizer — acrescentou ela — se conseguir resolver o problema a tempo.
Não muito acima, as duas grades gigantes e encrustadas com estacas que eu tinha acreditado serem lustres começaram a descer, devagar, na direção da câmara...
Eu me virei para Lucien. Era o motivo pelo qual o portão dividia a câmara ao meio: para que eu observasse Lucien ser esmagado enquanto eu mesma era macerada. As estacas, que serviam de apoio para velas e tochas, brilhavam em vermelho, e, mesmo de longe, eu conseguia ver o calor emanando delas.
Minha boca secou, e Lucien puxou as correntes. Aquela não seria uma morte limpa. Mas qualquer que fosse o horror que eu sentia, não era nada em comparação com o terror que me tomou quando virei para a parede indicada por Amarantha.
Um longo texto se encontrava entalhado na superfície lisa, e, sob o texto, havia alavancas de pedra com os números I, II, e III gravados acima delas.
Comecei a tremer. Reconhecia apenas palavras básicas — inúteis, como o e, mas e foi. Todo o resto era um borrão de letras que eu desconhecia, letras que eu precisaria pronunciar devagar ou pesquisar para entender.
Meu fôlego ficou irregular. A grade de estacas ainda descia; agora estava no nível da cabeça de Amarantha, e em breve acabaria com qualquer chance que eu tinha de sair daquele fosso. Eu mal conseguia sentir o calor do ferro incandescente, e suor escorreu por minhas costas. Quem avisara a ela que eu não sabia ler?
— Alguma coisa errada? — Amarantha ergueu uma sobrancelha. Desviei a atenção para o texto, mantendo a respiração o mais calma possível. Ela não mencionara a leitura como um problema, teria debochado ainda mais de mim se conhecesse meu analfabetismo. Destino, aquela era uma reviravolta cruel e maligna do destino.
Ouvi as correntes se repuxarem e, depois, o xingamento de Lucien, quando ele notou o que estava diante de mim. Eu me virei para ele, mas, ao ver seu rosto, soube que Lucien se encontrava muito longe das palavras para me soprar o texto, mesmo com o poderoso olho de metal. Se eu pudesse ouvir a pergunta, talvez tivesse uma chance de resolvê-la, mas enigmas não eram meu forte.
Eu seria espetada por estacas incandescentes e, então, esmagada no chão, como uma uva.
A grade agora passava sobre a abertura do poço, preenchendo-o por completo... Nenhum canto era seguro. Se eu não respondesse à pergunta antes de a grade passar pelas alavancas...
Minha garganta se fechou e li e li e li, mas nenhuma palavra surgiu. O ar ficou espesso e fedia a metal, não de magia, mas aço queimando, impiedoso, rastejando até mim, centímetro a centímetro.
— Responda! — gritou Lucien, a voz esganiçada. Meus olhos ardiam. O mundo era apenas um borrão de letras, debochando de mim com suas curvas e formatos.
O metal rangeu quando se raspou contra a pedra lisa da câmara, e os sussurros dos feéricos ficaram mais frenéticos. Achei ter visto o irmão mais velho de Lucien rir.
Doeria... aquelas estacas eram grandes e cegas. Não seria rápida seria preciso força para furar meu corpo. Eu estava toda suada, encarando as letras, o I, o II e o III, que, de alguma forma, tinham se tornado meu bote salva-vidas. Duas escolhas me condenariam — uma seguraria a grade.
Encontrei os números no texto; devia ser um enigma, um problema de lógica, um labirinto de palavras pior que o labirinto de qualquer minhoca.
Feyre! — gritou Lucien, ofegante, enquanto encarava as estacas que desciam sem parar. Pelos buracos na grade, os rostos alegres dos Grão-Feéricos e dos feéricos menores me olhavam com escárnio.
Três... gafa... gafan... gafanhotos...
A grade não parava, e a distância entre mim e a primeira daquelas estacas não tinha a extensão de um corpo.
Estavam... sa... sal... salt... salta... saltan... saltando...
Eu queria fechar os olhos, queria gritar por piedade e chorar. Deveria me despedir de Tamlin. Naquele momento. Minha vida se resumira àquilo; aqueles eram meus últimos momentos, tudo se acabara, os últimos suspiros de meu corpo, as últimas batidas de meu coração.
Apenas escolha uma! — gritou Lucien, e alguns daqueles na multidão riram; os irmãos dele, sem dúvida, mais alto.
Levei a mão até a alavanca e encarei os três números além de meus dedos trêmulos e tatuados.
I II III
Não significavam nada para mim além da vida e da morte. A sorte talvez me salvasse, mas...
Dois. Dois era um número de sorte, porque era como Tamlin e eu — apenas duas pessoas. Um devia ser ruim, porque um era como Amarantha, ou o Attor — seres solitários. Um era um número horrível, e três era demais — eram três irmãs enfurnadas em um chalé minúsculo, odiando uma a outra até sufocarem, até que aquilo as envenenasse.
Dois. Era dois. Eu poderia alegremente, de bom grado, fanaticamente acreditar em um Caldeirão e em Destino, se cuidassem de mim. Eu acreditava em dois. Dois.
Levei a mão à segunda alavanca, mas uma dor lancinante atingiu minha mão antes que eu conseguisse tocar na pedra. Chiei, recuando. Abri a palma da mão e vi o olho em fenda tatuado ali. Ele se semicerrou. Eu devia estar alucinando.
A grade estava prestes a cobrir o texto, a 2 metros acima da minha cabeça. Eu não conseguia respirar, não conseguia pensar. O calor era demais, e metal chiava muito perto de minhas orelhas.
De novo, levei a mão à alavanca do meio, mas a dor paralisou meus dedos.
O olho tinha voltado ao estado normal. Estendi a mão em direção à primeira alavanca. De novo, senti dor.
Levei a mão até a terceira alavanca. Não senti dor. Meus dedos tocaram a pedra, e ergui o rosto, observando a grade a menos de 1 metro acima de minha cabeça. Além dela, notei um olhar violeta salpicado de estrelas.
Levei a mão à primeira alavanca. Dor. Mas quando toquei a terceira alavanca...
O rosto de Rhysand permanecia uma máscara de tédio. Suor escorria por minha testa. Eu só podia confiar nele; só podia me entregar de novo, era obrigada a ceder devido a minha vulnerabilidade.
As estacas eram muito grandes de perto. Eu só precisava erguer o braço acima da cabeça para tocá-las.
Feyre, por favor! —gemeu Lucien.
Eu tremia tanto que mal conseguia ficar de pé. O calor das estacas pesava sobre mim.
A alavanca de pedra era fria contra minha mão.
Fechei os olhos, incapaz de olhar para Tamlin, me preparando para o impacto e a agonia, e puxei a terceira alavanca.
Silencio.
O calor pulsante não se aproximou. Então... um suspiro. Lucien.
Abri os olhos e vi os dedos tatuados, com os nós esbranquiçados sob a tinta, enquanto se agarravam à alavanca. As estacas pairavam a centímetros de minha cabeça.
Imóveis... paradas.
Eu tinha vencido... eu tinha...
A grade rangeu conforme se erguia em direção ao teto, aliviando o ar, e o frio fluiu pela câmara.
Lucien entoava algum tipo de oração e beijava o chão diversas vezes. O piso abaixo de mim se ergueu, e fui forçada a soltar a alavanca salvadora ao ser levada à superfície outra vez. Meus joelhos tremeram.
Não conseguia ler, e aquilo quase me matara. Nem mesmo vencera direito. Fiquei de joelhos, permitindo que a plataforma me carregasse, e cobri o rosto com as mãos trêmulas.
Lágrimas queimaram, antes de a dor irradiar por meu braço esquerdo. Eu jamais venceria a terceira tarefa. Jamais libertaria Tamlin, ou o povo dele. A dor disparou por meus ossos de novo, e, em meio à histeria crescente, ouvi palavras dentro de minha cabeça que me fizeram congelar.
Não deixe que ela a veja chorando.
Coloque as mãos nas laterais do corpo e fique de pé.
Eu não conseguia. Não conseguia me mover.
Fique de pé. Não dê a ela a satisfação de ver você desabar.
Meus joelhos e minha coluna, não totalmente por vontade própria, me obrigaram a ficar de pé, e, quando o chão finalmente parou de se mover, olhei para Amarantha com olhos secos.
Bom, disse Rhysand para mim. Encare-a. Nada de lágrimas... espere até voltar para a cela. O rosto de Amarantha estava tenso e pálido, e seus olhos negros pareciam ônix enquanto ela me olhava. Eu tinha vencido, mas deveria estar morta. Deveria estar esmagada, o sangue escorrendo por toda parte.
Conte até dez. Não olhe para Tamlin. Apenas encare Amarantha.
Obedeci. Foi a única coisa que me impediu de cair no choro que se acumulava dentro de meu peito, latejando para sair.
Eu me obriguei a encarar Amarantha. Seu olhar era frio, amplo e cheio de malícia antiga, mas eu a encarei. Contei até dez.
Boa garota. Agora saia. Dê meia-volta... Bom. Saia pela porta. Mantenha o queixo elevado. Deixe que a multidão se abra. Um passo após o outro.
Ouvi Rhysand, deixei que ele mantivesse minha sanidade conforme eu era escoltada de volta à cela pelos guardas — que ainda mantinham distância de mim. As palavras de Rhysand ecoavam por minha mente, me acalmando.
Mas, quando a porta da cela se fechou, ele ficou em silêncio, e, então, desabei no chão e chorei.
Chorei durante horas. Por mim, por Tamlin, pelo fato de que eu deveria estar morta e, por algum motivo, tinha sobrevivido. Chorei por tudo o que havia perdido, cada ferimento que recebera, cada ferida — física ou não. Chorei por aquela parte trivial de mim, certa vez tão cheia de cor e luz... e agora oca e escura e vazia.
Não conseguia parar. Não conseguia respirar. Não conseguiria vencê-la. Ela vencera hoje, e não sabia disso.
Ela vencera; somente trapaceando eu sobrevivi. Tamlin jamais seria livre, e eu pereceria da pior das maneiras. Não sabia ler; era uma ignorante, uma tola humana. Minhas falhas tinham me perseguido, e aquele lugar se tornaria meu túmulo. Eu jamais pintaria de novo; nunca veria o sol novamente.
As paredes pareceram se aproximar; o teto baixou. Eu queria ser esmagada, queria ser apagada. Tudo convergia, espremendo, sugando o ar. Eu não conseguia me manter em meu corpo — as paredes me forçavam a sair de dentro dele. Eu estava me agarrando a meu corpo, mas doía demais sempre que eu tentava manter a conexão. Tudo o que eu queria — tudo o que eu ousara querer era uma vida tranquila, fácil. Nada além disso. Nada extraordinário. Mas agora... agora...
Senti a onda na escuridão sem precisar olhar para cima, e não me encolhi diante dos passos suaves que se aproximavam de mim. Não me dei o trabalho de esperar que fosse Tamlin.
— Ainda chorando?
Rhysand.
Não tirei as mãos do rosto. O chão se ergueu na direção do teto que se abaixava... eu logo seria esmagada. Não havia cor ou luz ali.
— Você acabou de vencer a segunda tarefa. Lágrimas são desnecessárias.
Chorei mais intensamente, e ele riu. As pedras reverberaram à medida que Rhysand se ajoelhou diante de mim, e, embora eu tivesse tentado lutar contra ele, a mão de Rhys estava firme quando ele segurou meus pulsos e afastou as minhas do rosto.
As paredes não estavam se movendo, e o quarto estava aberto... escancarado. Não havia cor alguma, apenas tons de escuridão, de noite. Aqueles olhos violeta salpicados de estrelas brilhavam, cheios de cor, de luz. Rhysand me deu um sorriso preguiçoso antes de inclinar o corpo para a frente.
Eu me afastei, mas as mãos de Rhysand eram como grilhões. Não pude fazer nada quando sua boca tocou minha bochecha e Rhys lambeu uma lágrima. Sua língua era quente contra minha pele, e me assustei tanto que não consegui me mover quando ele lambeu outra trilha de água salgada, e depois outra. Meu corpo enrijeceu e relaxou ao mesmo tempo, e me senti incandescente, mesmo enquanto calafrios estremeciam meus braços e pernas. Somente quando a língua de Rhysand dançou pelas bordas úmidas de meus cílios, eu recuei.
Ele me soltou e deu uma risada quando me arrastei para o canto da cela. Limpei o rosto enquanto olhava para Rhysand com raiva.
Ele riu, sentando contra uma parede.
— Imaginei que isso fosse fazer com que parasse de chorar.
— Foi nojento. — Limpei o rosto de novo.
— Foi mesmo? — Rhys ergueu uma sobrancelha e apontou para a palma da mão, para onde minha tatuagem estaria. — Sob todo orgulho e teimosia, podia jurar que detectei algo que pareceu diferente. Interessante.
— Saia.
— Como sempre, sua gratidão é sobrepujante.
— Quer que eu beije seus pés pelo que fez na tarefa? Quer que eu ofereça outra semana de minha vida?
— Não, a não ser que se sinta compelida a fazê-lo — respondeu Rhys, os olhos como estrelas.
Fechei a boca. Era ruim o bastante que minha vida estivesse entregue àquele senhor feérico, mas ter um laço por meio do qual ele agora conseguisse ler meus pensamentos e sentimentos livremente, e se comunicar...
— Quem diria que a presunçosa garota humana não sabia ler?
— Fique de boca fechada quanto a isso.
— Eu? Não sonharia em contar a ninguém. Por que desperdiçar esse tipo de conhecimento em fofocas vãs?
Se eu tivesse a força, teria saltado sobre ele e destroçado Rhysand.
— Você é um desgraçado nojento.
— Preciso perguntar a Tamlin se esse tipo de elogio conquistou o coração dele. — Rhysand resmungou ao se levantar, um ruído baixo e gutural que percorreu meus ossos. Os olhos de Rhysand encontraram os meus, e ele deu um sorriso lento. Expus os dentes, quase chiando.
— Vou poupá-la dos deveres de acompanhante amanhã—decretou ele, gesticulando com os ombros conforme saía da cela. — Mas, na noite seguinte, espero que esteja com sua melhor aparência. — Rhysand me deu um sorriso que sugeriu não ser muita coisa minha melhor aparência. Ele parou à porta, mas não se dissolveu em escuridão. — Estive pensando em formas de atormentá-la quando for para minha corte. Estou imaginando: ordenar que aprenda a ler será tão doloroso quanto pareceu hoje?
Rhysand se dissolveu em sombras antes que eu pudesse avançar contra ele.
Caminhei de um lado para outro na cela, fazendo cara feia para o olho em minha mão. Cuspi todos os xingamentos que pude para ele, mas não houve resposta.

Levei um bom tempo para perceber que Rhys, soubesse ele ou não, tinha efetivamente evitado que eu desabasse por completo.

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