2 de fevereiro de 2017

Capítulo Dezenove

— Amren está certa — disse Rhys, apoiando-se contra o portal da sala de estar da casa. — Vocês são como cães, esperando que eu venha para casa. Talvez devesse comprar guloseimas.
Cassian fez um gesto vulgar para Rhys de onde deitara no sofá, diante da lareira, com um braço jogado no encosto, atrás de Mor. Embora tudo a respeito do corpo poderoso e musculoso de Cassian sugerisse que ele se sentia à vontade, havia uma tensão em seu maxilar, uma energia acumulada que me dizia que esperavam ali havia um tempo.
Azriel permanecia à janela, confortavelmente oculto entre as sombras, e uma neve suave caía e salpicava o jardim e a rua atrás dele. E Amren...
Não estava à vista. Eu não saberia dizer se me sentia aliviada ou não. Precisaria achá-la para lhe devolver o cordão em breve — se os avisos de Rhys e as palavras da própria Amren eram verdade.
Molhada e com frio por causa da névoa e do vento que nos perseguiram desde a Prisão, caminhei até a poltrona diante do sofá, a qual tinha sido construída, como tantos outros móveis ali, para acomodar asas illyrianas. Estiquei meus braços e minhas pernas rígidos na direção da lareira e depois contive um gemido ao sentir o delicioso calor.
— Como foi? — perguntou Mor, endireitando-se ao lado de Cassian. Nenhum vestido hoje, apenas calça preta prática e um grosso suéter azul.
— O Entalhador de Ossos — falou Rhys — é um fofoqueiro enxerido que gosta de se meter demais nos negócios dos outros.
— Mas? — indagou Cassian, apoiando os braços nos joelhos, as asas recolhidas.
— Mas — continuou Rhys — também pode ser útil, quando escolhe ser. E parece que precisamos começar a fazer o que fazemos melhor.
Flexionei os dedos dormentes, feliz por deixá-los discutir, precisando de um momento para me recompor, para afastar o que tinha revelado ao Entalhador de Ossos.
E o que o Entalhador de Ossos sugeriu que poderia, de fato, ser pedido que eu fizesse com aquele livro. As habilidades que eu poderia ter.
Então, Rhys contou a eles sobre o Caldeirão e o motivo por trás dos saques aos templos, recebendo em reposta não poucos xingamentos e perguntas — e sem revelar nada do que eu tinha admitido em troca da informação. Azriel saiu das sombras espiraladas para perguntar mais coisas; o rosto e a voz permaneciam indecifráveis. Cassian, surpreendentemente, se manteve calado, como se o general entendesse que o encantador de sombras saberia que informação era necessária, e estivesse ocupado avaliando-a para as próprias forças.
Quando Rhys terminou, o mestre-espião falou:
— Vou contatar minhas fontes na Corte Estival a respeito de onde a metade do Livro dos Sopros está escondida. Posso voar até o mundo humano sozinho para descobrir onde estão guardando a parte deles do Livro antes de pedirmos.
— Não precisa — disse Rhys. — E não confie essa informação, nem a suas fontes, nem a qualquer um fora desta sala. Exceto por Amren.
— Elas podem ser confiadas — argumentou Azriel, com determinação silenciosa, as mãos cobertas de cicatrizes fechando-se nos flancos cobertos de couro.
— Não vamos correr riscos no que diz respeito a isso — respondeu Rhys, simplesmente. Ele encarou Azriel, e quase consegui ouvir as palavras silenciosas que Rhys acrescentou: Não é um julgamento ou uma reflexão a seu respeito, Az. De maneira alguma.
Mas Azriel não exibiu um pingo de emoção quando assentiu, abrindo as mãos.
— Então, qual é o plano? — interrompeu Mor, talvez pelo bem de Az.
Rhys limpou um pedaço invisível de terra do traje de couro. Quando ergueu a cabeça, os olhos violeta pareciam glaciais.
— O rei de Hybern saqueou um de nossos templos para conseguir um pedaço do Caldeirão. Até onde sei, trata-se de um ato de guerra, uma indicação de que Sua Majestade não tem interesse em me cortejar.
— Ele provavelmente se lembra de sua lealdade aos humanos na Guerra, de qualquer modo — ponderou Cassian. — Não arriscaria revelar os planos enquanto tenta fazê-lo mudar de lado, e aposto que alguns dos seguidores de Amarantha contaram a ele sobre Sob a Montanha. Sobre como tudo acabou, quero dizer. — Cassian engoliu em seco.
Quando Rhys tentou matá-la. Abaixei as mãos na direção do fogo.
— De fato. Mas isso significa que as forças de Hybern já se infiltraram com sucesso em nossas terras, sem ser detectadas. Planejo devolver o favor — disse Rhys.
Pela Mãe. Cassian e Mor apenas sorriram com um prazer selvagem.
— Como? — perguntou Mor.
Rhys cruzou os braços.
— Vai requerer planejamento cuidadoso. Mas, se o Caldeirão estiver em Hybern, então, para Hybern devemos ir. Ou para tomá-lo de volta... ou para usar o Livro e neutralizá-lo.
Uma parte covarde e patética de mim já tremia.
— Hybern provavelmente tem tantos feitiços de proteção e escudos em volta de si quanto nós temos aqui — replicou Azriel. — Precisaríamos encontrar uma forma de passar por eles sem sermos detectados primeiro.
Um leve aceno de cabeça.
— Por isso começamos agora. Enquanto caçamos o Livro. Então, quando conseguirmos as duas metades, podemos agir rapidamente, antes que se espalhe a notícia de que sequer o possuímos.
Cassian assentiu, mas perguntou:
— Como vai recuperar o Livro, então?
Eu me preparei quando Rhys falou:
— Como esses objetos são enfeitiçados pelos Grão-Senhores individualmente, e só podem ser encontrados por eles, por meio de seus poderes... Então, além da utilidade dela com o manuseio do próprio Livro dos Sopros, parece que possivelmente temos nosso próprio detector.
Agora todos me olharam.
Encolhi o corpo.
— Talvez. Foi o que o Entalhador de Ossos disse em relação a eu ser capaz de encontrar coisas. Você não sabe... — Minhas palavras se dissiparam quando Rhys deu um risinho.
— Você tem uma semente de todo o nosso poder, que é como ter sete impressões digitais. Se escondemos algo, se fizemos ou protegemos isso com nosso poder, não importa onde esteja escondido, conseguirá encontrá-lo por meio dessa mesma magia.
— Não tem como saber disso com certeza. — Eu tentei dizer de novo.
— Não... mas há uma forma de testar. — Rhys ainda sorria.
— L á vamos nós — resmungou Cassian. Mor lançou a Azriel um olhar de aviso para que não se oferecesse dessa vez. Em resposta, o mestre-espião apenas encarou Mor com incredulidade.
Eu poderia ter ficado na poltrona para observar a batalha de personalidades caso Rhys não tivesse dito:
— Com suas habilidades, Feyre, você pode conseguir encontrar a metade do Livro na Corte Estival e quebrar os feitiços que a cercam. Mas não vou confiar na palavra do Entalhador, ou levar você até lá sem testá-la primeiro. Para que nos certifiquemos de que, quando for sério, quando precisarmos daquele livro, você, nós não falharemos. Então, vamos fazer outra pequena viagem. Para ver se é capaz de encontrar um objeto valioso, que perdi há um tempo considerável.
— Merda! — xingou Mor, enfiando as mãos nas dobras espessas do suéter.
— Onde? — Consegui dizer.
Foi Azriel quem respondeu.
— Para a Tecelã.
Rhys estendeu a mão quando Cassian abriu a boca.
— O teste — disse ele — será para ver se Feyre consegue identificar meu objeto no tesouro da Tecelã. Quando chegarmos à Corte Estival, Tarquin pode ter enfeitiçado a parte dele do Livro para parecer diferente, passar uma sensação diferente.
— Pelo Caldeirão, Rhys — disparou Mor, colocando os dois pés no tapete. — Ficou maluco...?
— Quem é a Tecelã? — insisti.
— Uma criatura antiga e cruel — explicou Azriel, e verifiquei as leves cicatrizes em suas asas, no pescoço, e me perguntei quantas criaturas como aquela Azriel teria encontrado na vida imortal. Se eram piores que as pessoas que compartilhavam laços de sangue com ele. — Que deve permanecer imperturbada — acrescentou o mestre-espião na direção de Rhys. — Encontre outra forma de testar as habilidades de Feyre.
Rhys apenas deu de ombros e me olhou. Para me deixar escolher. Sempre... com ele ultimamente a escolha era sempre minha. Mas ele não tinha me deixado voltar à Corte Primaveril durante aquelas duas visitas... porque sabia o quanto eu precisava fugir de lá?
Mordi o lábio inferior, considerando os riscos, esperando sentir qualquer pontada de medo, de emoção. Mas aquela tarde tinha drenado qualquer reserva de ambos.
— O Entalhador de Ossos, a Tecelã... Não podem chamar ninguém pelo nome?
Cassian riu, e Mor se acomodou nas almofadas do sofá.
Apenas Rhys, me parecia, entendera que aquilo não fora totalmente uma piada. O rosto parecia tenso. Como se soubesse exatamente o quanto eu estava cansada, o quanto eu sabia que deveria tremer ao pensar nessa Tecelã, mas, depois do Entalhador de Ossos, e do que eu revelara a ele... não conseguia sentir nada mesmo.
Rhys falou para mim:
— Que tal acrescentar mais um nome a essa lista?
Não gostei muito de como aquilo soou. Mor disse o mesmo.
— Emissária — falou Rhysand, ignorando a prima. — Emissária da Corte Noturna... para o reino humano.
— Não há um desses há quinhentos anos, Rhys — disse Azriel.
— Também não houve um humano que se tornou imortal desde então. — Rhys me encarou. — O mundo humano deve estar tão preparado quanto nós, principalmente se o rei de Hybern planeja destruir a muralha e soltar as forças sobre ele. Precisamos da outra metade do Livro daquelas rainhas mortais, e, se não pudermos usar magia para influenciá-las, então, precisarão trazer o livro até nós.
Mais silêncio. Na rua além do conjunto de janelas, redemoinhos de neve esvoaçavam, cobrindo os paralelepípedos.
Rhys inclinou o queixo em minha direção.
— Você é uma feérica imortal, com um coração humano. Mesmo como tal, pode muito bem colocar os pés no continente e ser... caçada por isso. Então, montaremos uma base em território neutro. Em um lugar no qual os humanos confiam em nós, confiam em você, Feyre. E onde outros humanos possam se arriscar a se encontrar com você.
Para ouvir a voz de Prythian depois de cinco séculos.
— A propriedade de minha família — constatei.
— Pelas tetas da Mãe, Rhys — interrompeu Cassian, abrindo as asas o suficiente para quase derrubar o vaso de cerâmica na mesa ao lado. — Acha que podemos simplesmente tomar a casa da família dela, exigir isso deles?
Nestha não queria nada com os feéricos, e Elain era tão carinhosa, tão doce... como eu poderia arrastá-las para aquilo?
— A terra — disse Mor, estendendo a mão para colocar o vaso de volta no lugar — vai ficar vermelha de sangue, Cassian, independentemente do que faremos com a família dela. Agora é uma questão de onde esse sangue vai fluir, e quanto será derramado. E quanto sangue humano podemos salvar.
E talvez aquilo me tornasse uma tola covarde, mas falei:
— A Corte Primaveril faz fronteira com a muralha...
— A muralha se estende pelo mar. Voaremos até lá pelo oceano — explicou Rhys, sem sequer piscar. — Não vou arriscar que nenhuma corte descubra, embora as notícias possam se espalhar bem rápido depois que chegarmos. Sei que não vai ser fácil, Feyre, mas, se houver uma forma de você conseguir convencer aquelas rainhas...
— Farei isso — decidi. O corpo destruído e pregado de Clare Beddor surgiu em minha visão. Amarantha fora uma de suas comandantes. Apenas uma... entre muitos. O rei de Hybern devia ser inimaginavelmente terrível para ser seu mestre. Se aquelas pessoas pusessem as mãos em minhas irmãs... — Elas podem até não ficar felizes com isso, mas obrigarei Elain e Nestha a ajudar.
Não tive coragem de perguntar a Rhys se ele podia simplesmente forçar minha família a concordar em ajudar caso se recusassem. Eu me perguntei se os poderes do feérico funcionariam em Nestha quando até mesmo o encantamento de Tamlin tinha fracassado contra sua mente de ferro.
— Então está decidido — declarou Rhys. Nenhum deles parecia particularmente feliz. — Depois que a querida Feyre voltar da Tecelã, derrubaremos Hybern.
***
Rhys e os demais saíram naquela noite — para onde, ninguém me disse. Mas depois dos eventos do dia, mal terminei de devorar a comida que Nuala e Cerridwen levaram para meu quarto antes de cair no sono.
Sonhei com um osso longo e branco, entalhado com uma precisão apavorante: meu rosto, retorcido com dor e desespero; a faca de freixo em minha mão; uma poça de sangue escorrendo de dois cadáveres...
Mas acordei com a luz aguada do alvorecer do inverno; meu estômago estava cheio da noite anterior.
Um mero minuto depois de eu recobrar a consciência, Rhys bateu a minha porta. Mal dei a ele permissão para entrar antes que batesse os pés para dentro do quarto como um vento da meia-noite e atirasse um cinto com duas facas ao pé da cama.
— Rápido — mandou, abrindo as portas do armário e puxando dali meus trajes de couro. Ele os atirou na cama também. — Quero partir antes que o sol tenha nascido completamente.
— Por quê? — perguntei, empurrando as cobertas. Nenhuma asa hoje.
— Porque o tempo é ouro. — Rhys pegou minhas meias e minhas botas. — Depois que o rei de Hybern perceber que alguém está procurando pelo Livro dos Sopros para anular os poderes do Caldeirão, então seus agentes começarão a procurar pelo Livro também.
— Mas você suspeitava disso há um tempo. — Não tivera a chance de discutir aquilo com Rhys na noite anterior. — O Caldeirão, o rei, o Livro... Você queria que fosse confirmado, mas estava me esperando.
— Se tivesse concordado em trabalhar comigo há dois meses, eu a teria levado diretamente ao Entalhador de Ossos para ver se ele confirmaria minhas suspeitas sobre seus talentos. Mas as coisas não seguiram conforme o planejado.
Não, certamente não.
— A leitura — falei, deslizando os pés para chinelos forrados de lã e de solas grossas. — Por isso insistiu nas aulas. Para que, se suas suspeitas fossem verdade e eu pudesse usar o Livro... pudesse de fato lê-lo, ou a qualquer tradução do que quer que esteja dentro. — Um livro tão velho poderia muito bem ter sido escrito em uma língua completamente diferente. Um alfabeto diferente.
— De novo — falou Rhysand, agora caminhando até a cômoda —, se tivesse começado a trabalhar comigo, eu teria dito por quê. Não podia arriscar ser descoberto. — Ele parou com a mão na maçaneta. — Você deveria ter aprendido a ler de qualquer forma. Mas sim, quando eu disse que servia a meus propósitos, era por causa disso.
Você me culpa?
— Não — respondi, e fui sincera. — Mas prefiro ser notificada de qualquer trama futura.
— Anotado. — Rhys abriu as gavetas e tirou minha roupa íntima de dentro. Ele agitou as peças de renda preta e riu. — Fico surpreso por não ter exigido que Nuala e Cerridwen comprassem outra coisa.
Caminhei até Rhys, batendo os pés, e arranquei a renda de suas mãos.
— Está babando no carpete. — Bati a porta do banheiro antes que Rhys pudesse responder.
Ele estava esperando quando saí, já aquecida pelo o couro forrado de pele. Rhys ergueu o cinto de facas, e observei os laços e as fivelas.
— Nenhuma espada, nenhum arco ou flecha — disse Rhys. Ele usava o próprio couro de guerra illyriano, com aquela espada simples e brutal presa ao longo da coluna.
— Mas facas não têm problema?
Rhys se ajoelhou e abriu a teia de couro de aço que era o cinto, indicando que eu enfiasse a perna por um dos laços.
Fiz conforme o instruído, e ignorei o roçar das mãos firmes em minhas coxas quando passei a perna pelo outro laço, e Rhys começou a amarrar e afivelar as coisas.
— Ela não vai reparar na faca, pois tem facas no chalé para comer e trabalhar. Mas coisas que estão deslocadas, objetos que não estavam lá... Uma espada, um arco e uma flecha... Ela pode sentir essas coisas.
— E quanto a mim?
Rhys apertou uma fivela. Ele agora tinha mãos fortes e capazes; tão diferentes dos requintes que ele costumava usar a fim de maravilhar o resto do mundo e o convencer de que era algo totalmente diferente do que realmente era.
— Não faça um ruído, não toque em nada além do objeto que ela tomou de mim.
Rhys ergueu o rosto, as mãos em minhas coxas.
Curve-se, ordenara Rhys certa vez a Tamlin. E agora, ali estava ele, de joelhos diante de mim. Os olhos de Rhys brilharam, como se ele também tivesse se lembrado. Será que aquilo fazia parte do jogo — aquela fachada? Ou será que foi vingança pela disputa de sangue horrível entre ambos?
— Se estivermos certos a respeito de seus poderes — conjecturou Rhys. — Se o Entalhador de Ossos não estava mentindo para nós, então você e o objeto terão a mesma... impressão, graças aos feitiços de preservação que coloquei nele há muito tempo. Vocês serão um. Ela não reparará sua presença contanto que toque apenas o objeto. Você será invisível para ela.
— É cega?
Um aceno.
— Mas os outros sentidos da Tecelã são mortais. Então, seja rápida e silenciosa. Encontre o objeto e saia correndo, Feyre. — As mãos de Rhys se detiveram em minhas pernas, envolvendo-as por trás.
— E se reparar em mim?
As mãos dele ficaram levemente tensas.
— Então, descobriremos exatamente o quanto você é habilidosa.
Desgraçado cruel e ardiloso. Olhei para Rhys com raiva.
Ele deu de ombros.
— Prefere que eu a tranque na Casa do Vento e a entupa de comida e a obrigue a usar roupas requintadas e a planejar minhas festas?
— Vá para o inferno. Por que não pega esse objeto você mesmo se é tão importante? — Porque a Tecelã me conhece, e, se eu for pego, haverá um preço alto. Grão Senhores não devem mexer com ela, não importa o quanto a situação seja grave. Há muitos tesouros na pilha da Tecelã, e alguns ela guarda há milênios. A maioria jamais será recuperada, porque os Grão-Senhores não ousam ser pegos, graças às leis que a protegem, graças à ira dela. Qualquer ladrão agindo em nome de um Grão-Senhor... Ou não retorna, ou jamais é enviado, por medo de que seja rastreado de volta ao Grão Senhor correspondente. Mas você... Ela não a conhece. Você pertence a todas as cortes.
— Então, sou sua caçadora e ladra?
As mãos de Rhys deslizaram para baixo a fim de apalpar a parte de trás de meus joelhos quando ele falou com um sorriso malicioso:

— Você é minha salvação, Feyre.

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