7 de janeiro de 2017

Capítulo Seis

— De novo! — Maria gritou. — Não. Parem a música. — Ela acenou com a mão erguida e a música foi interrompida.
Eu estava no canto, esperando minha vez de ser maltratada. Tinha trabalhado na mesma cena o dia todo. Na maior parte do tempo, fazia uma caminhada ultrassexy, seguida de um giro de quadril para o lado e depois para o outro, me curvava para a frente, subia, remexia o peito e arqueava as costas. Então, Anton ficava atrás de mim, fazendo seus movimentos com os dançarinos. Alguns dos passos que aprendi eram iguais aos que ele fazia. Com toda a honestidade, não era nada em comparação com o que Maria estava obrigando os dançarinos a fazer, mas eu já estava exausta. O dia havia sido longo e agitado. Eu precisava de um banho, comida e cama. Além disso, meu aniversário era no dia seguinte, e Anton tinha me dado folga. Isso também significava que Wes chegaria.
Partes iguais de animação e apreensão guerreavam dentro de mim quando eu pensava no meu surfista que fazia filmes. Eu queria tanto vê-lo que chegava a doer. No entanto, não queria que meu coração fosse partido quando eu dissesse a ele que estava pronta para ser exclusiva. Uma mulher de um homem só. Sua garota.
Só que, para isso acontecer, ele teria que terminar com Gina DeLuca. Nada mais de sexo causal com a atriz de cinema mais gostosa do país. Só de pensar nela, o ciúme já mostrava as garras. Se fôssemos fazer aquilo, teríamos que nos comprometer. Puta que pariu. Comprometimento. Era uma palavra que eu não dizia havia muito tempo, muito menos me referindo a alguém do sexo oposto. Principalmente porque, todas as vezes que eu a disse, me dei mal, de uma forma ou de outra.
— Mia, hermosa, venha aqui. — Maria apontou para uma marca no chão, em que havia um X preto. Aquele era o lugar onde eu precisava parar e girar o corpo contra o de Anton no clipe. Ela me fez decorar quantos passos tinha que dar, a posição exata que meu corpo deveria assumir e como todos os outros dançarinos estariam posicionados. Entre ela e Heather, todos os dançarinos estariam me cobiçando e dançando ao meu redor enquanto eu andava, sentava e me inclinava contra a parede. Havia uma série de passos que eu precisava aprender, mas a maior parte eu já tinha decorado. Ela era uma professora gentil e tinha uma paciência sem fim. Toda vez que eu errava, os outros dançarinos faziam careta, pois sabiam que precisariam repetir tudo. Maria, no entanto, não via nenhum problema em fazê-los executar os passos novamente. Insistia que isso serviria para aperfeiçoar a parte deles.
Ela me posicionou e depois interpretou o papel de Anton.
— Façam os seus movimentos. — Seus olhos se voltaram para os dançarinos. — Não estou fazendo isso porque a Mia precisa de ajuda. Vocês todos estão relaxando. Não me importa se estão cansados. Muito menos se os músculos estão doloridos ou os pés machucados. Querem estar no clipe de hip-hop mais bombado do momento? — Seus olhos ficaram frios como gelo enquanto ela analisava cada um deles. — Esse é o preço. Trabajar por el. Trabalhem por isso! — ela repetiu a advertência em inglês, como sempre fazia. — Agora, Mia, vamos desde o início.
Voltei para o canto da sala e respirei fundo. Fechei os olhos e me concentrei no que devia fazer. Aquele era o meu primeiro videoclipe. Meu rosto estaria nas TVs, na internet e nos celulares do mundo todo. Você consegue, garota. Faça pela Maria, pelos dançarinos, pelo Anton... Quer saber? Para o inferno com tudo isso; vou fazer essa merda por mim!
A música começou, as luzes se apagaram e eu balancei os quadris e os ombros de um lado para o outro. Muito Jessica Rabbit. Quando a nota certa tocou, desfilei pelo espaço. Antes que eu pudesse dar mais que cinco passos, mãos masculinas tocaram meus quadris.
A base da música soou mais forte, eu fechei os olhos e me deixei levar, arqueando as costas e permitindo que Anton se esfregasse no meu traseiro quando coloquei a mão na nuca. O aroma de coco flutuou ao meu redor. Quadris requebraram, mãos agarraram e Anton me girou, fazendo, em seguida, um movimento de corpo que passou por minhas coxas, pélvis e barriga, onde ele arqueou para trás. Eu o imitei, forçando o corpo para a frente. Ele caiu de costas no chão, como se tivesse sido derrubado por mim. Foi o mesmo movimento que os dançarinos fizeram. Em segundos ele estava de joelhos, remexendo os quadris para cima, numa demonstração vívida de sua masculinidade.
“Monte em mim, baby, monte”... impulso.
“Comigo, vou a noite toda...”
“Me deixe te fazer bem”... impulso.
“E monte em mim, baby, monte...”
A música combinava perfeitamente com nossos movimentos. Perto do fim da canção, Anton fez alguns saltos de frente para o espelho do estúdio, como se fosse um ninja urbano, aterrissando no chão. Ele me puxou pela cintura, me apoiou no joelho e me fez cair contra si. Minhas costas arquearam quase dolorosamente sobre ele, que deu um beijo forte e estalado na minha boca.
E foi quando aquilo aconteceu... de novo.

Dou um soco em sua boca, cortando seu lábio, antes que ele segure meus braços com uma mão e apalpe meu corpo com a outra. Gotas rubras descem por seu queixo, seus dentes em um tom de vermelho nauseante. Ele me esmaga contra a parede com tanta violência que posso sentir a pele das costas raspando e sendo machucada. Ele pressiona a virilha com força, se esfregando em mim, sua ereção como um cano de ferro tentando me invadir.
Começo a gritar, mas ele cola a boca na minha, e a única coisa que escapa é um som distorcido. Estou tentando berrar com todas as forças quando ouço o ruído de sua calça sendo aberta e do zíper descendo, como se fosse em câmera lenta. Aaron se vinga mordendo meu lábio e batendo minha cabeça no concreto. Vejo estrelas, e as coisas ficam confusas. Ele puxa a barra do meu vestido para cima, até a cintura. O ar frio atinge minha pele nua. Mais turbilhões de luz aparecem em minha visão. Pisco várias vezes, tentando permanecer consciente. Aaron desce os dedos pela minha barriga, atingindo o alvo, segurando meu sexo com brutalidade, pressionando a pele macia. Ouço meus próprios lamentos conforme a bile sobe pela minha garganta, queimando e me fazendo engasgar e quase vomitar.
— Vou te foder com força, te comer como a puta que você é. Seu lixo de merda — ele ruge, saliva voando em meu rosto. Este é o homem que me tocou enquanto eu dormia e não sentiu remorso. Aaron Shipley, senador da Califórnia, está prestes a me estuprar. Aqui, num lugar público, com uma festa enorme acontecendo a não mais que sessenta metros.
Sinto seu membro contra minhas pernas, se esfregando ao longo da minha coxa.
— Não — sussurro e balanço a cabeça, apenas para receber um sorriso nojento em resposta. Ele coloca a mão sobre a minha boca para abafar o som enquanto eu grito. Eu o mordo, o gosto de sal e de sangue invadindo minha boca. Ele me xinga e bate minha cabeça na parede de novo. Desta vez eu caio contra a superfície, meu corpo quase um peso morto, e, conforme a escuridão me domina, sei que ele vai me estuprar.

— Tire as malditas mãos de cima de mim! — gritei, alto o suficiente para que todos me olhassem.
— Mia! Não, não! Lo siento. Lo siento. Desculpe. Lucita, volte. Merda! — Anton segurava minha cabeça enquanto eu voltava a mim. Meu estômago revirou e se contraiu. Cambaleando, corri para a lata de lixo mais próxima e botei o almoço para fora. Maria veio na minha direção, segurando meu cabelo e sussurrando coisas suaves no meu ouvido.
Quando terminei, uma toalha e uma garrafa de água foram colocadas em minha mão. Bebi o líquido refrescante, mas parecia estar engolindo lâminas de barbear, até que toda a bile se foi.
Os olhos de Maria estavam duros, escuros e frios. Ela pegou minha mão e me levou para uma salinha do lado de fora do estúdio de dança.
— Quem está te machucando? Eu conheço algumas pessoas. Pessoas muito ricas que não vão aceitar que um maldito qualquer machuque uma mulher bacana.
— Maria, não. Não é o que parece.
Suas mãos foram para os quadris e ela inclinou a cabeça para o lado. Mechas negras escaparam do rabo de cavalo.
— Sério? Porque me parece que alguém te machucou tanto que você está tendo flashbacks. Sem mencionar o fato de você congelar toda vez que um dos dançarinos ou o Anton encosta em você. Então me diga: não é verdade? Estou imaginando essa merda? Eu sei exatamente como uma mulher que foi agredida se comporta, hermosa, porque eu fui uma delas. Por muitos anos. Não vou permitir que esse tipo de merda aconteça com outras mulheres, muito menos quando ela é minha amiga. Nem o Anton aceitaria isso.
Afastando o cabelo, respirei fundo e olhei para ela.
— O Anton sabe. Não há nada que qualquer um de vocês possa fazer a respeito. Já foi resolvido — menti. Tecnicamente havia sido, então não era uma mentira completa. A forma como eu estava lidando com o resultado daquilo, por outro lado, não havia sido resolvida.
— Eu preciso saber mais, Mia, porque agora o meu sangue esquentou. Muy caliente, e no mau sentido. Eu quero ver sangue. Então me conta. Mesmo que doa, mesmo que você chore, que queira bater em alguém. Você tem que pôr pra fora... não pode guardar isso. Acredite em mim, eu já passei por essa situação e saí mais forte e mais esperta. — Sua declaração foi quase um discurso. Não, uma bênção. Algo em que ela acreditava cem por cento. Algo particular, uma parte de sua alma, e ela era forte o suficiente para compartilhar comigo.
— O filho do meu último cliente me atacou. Me bateu e quase me estuprou. Fiquei no hospital por alguns dias. — Os olhos dela se arregalaram e brilharam, como se mil incêndios fossem provocados em uma floresta de árvores secas. — Estou tentando superar, mas é difícil ser tocada. É estranho. Eu não entendo.
Maria se aproximou de mim e se sentou sobre a mesa no centro da sala, onde eu estava apoiada.
— Não é estranho. Sua confiança no sexo oposto foi quebrada, e pode ser difícil recuperar. O Anton sabe? — Assenti. — Então ele não deveria ter te abraçado e te beijado daquele jeito.
Deixei escapar um suspiro frustrado.
— O Anton e eu estamos trabalhando nisso. Tenho lidado bem com a dança, mesmo quando ele me segura, mas, no momento em que ele me inclinou e me beijou daquele jeito, eu... eu voltei ao passado. Para aquela noite.
Ela concordou e passou o braço ao meu redor.
— Para começo de história, o Anton não devia ter feito o que fez. — Tentei interrompê-la, mas ela levantou a mão. — Não. Ele sabia do seu problema e te agarrou de uma maneira que te deixou em uma posição sexualmente vulnerável. Isso não foi inteligente. Vou conversar com ele sobre essa improvisação. Aquela ceninha não fazia parte da coreografia. Na verdade, aquele cabrón não vai conquistar a sedutora. A questão toda é que ela é inacessível! — Sua indignação era grande. As sobrancelhas pretas perfeitamente esculpidas se estreitaram, e a boca bonita fez um bico.
— Ele deve ter se empolgado na hora — justifiquei, com um pequeno sorriso.
Ela apertou os olhos.
— Sim, sim. Vou cuidar da mão boba dele. — Mais uma vez, ela apertou meu ombro. — Você vai ficar bem, mas vai levar um tempo. Você devia buscar um profissional para falar sobre isso. E precisa permitir que eu, o Anton e outras pessoas que se importam te ajudem.
Aquilo me fez pensar em Ginelle. Eu precisava falar com ela sobre o assunto. Realmente conversar com ela, não varrer a história para debaixo do tapete e fingir que não era nada. Eu precisava desabafar e encarar o que tinha acontecido. Ela ficaria com raiva. Mais do que com raiva. Ficaria a ponto de cometer homicídio, mas me ouviria, me deixaria falar e me ajudaria a superar. Era isso o que eu faria. Mais tarde ligaria para ela e colocaria tudo para fora.
— A gente já ensaiou bastante a cena. Você está de folga amanhã. Por que não vai para o seu apartamento? Quer sair para jantar hoje à noite?
Balancei a cabeça.
— Desculpe, Maria. Estou exausta. Eu só quero tomar um banho, fazer um sanduíche de pasta de amendoim com geleia e vegetar em frente à TV antes de desmaiar na cama. Você tem ideia do trabalho que está nos dando? E olha que eu não tenho uma participação tão intensa quanto o resto do pessoal!
Seus olhos brilhavam, a raiva de antes diminuindo, trazendo de volta o azul-prateado normal. Juro que era possível olhar para aqueles olhos por dias sem cansar.
— O trabalho duro vai te fazer bem. Vai te fazer apreciar ainda mais o produto final.
Nós nos levantamos e ela me levou de volta para o estúdio.
Anton andava de um lado para o outro, quase fazendo um buraco no chão.
Lucita! — Seus ombros caíram. — Eu me empolguei. Lo siento. Por favor, me perdoe. — Ele estava desolado, como se tivesse feito algo terrivelmente errado. Não tinha. Claro, talvez ele tivesse perdido a noção por um momento, mas sua resposta ao clima da sala e à forma como a coreografia estava sendo feita foi perfeitamente natural. Se eu não estivesse tão perturbada, teria me divertido.
— Anton, sério. Está tudo bem. — Fui até ele e abri os braços. Ele caminhou em minha direção e ficou ali, me deixando abraçá-lo. Quando suas mãos não estavam me agarrando, era fácil ficar perto dele. Confortável. — Pode me abraçar.
Ele levantou os braços e me puxou para seu peito. O medo e a ansiedade começaram a aparecer, mas eu os afastei. Anton era um bom homem, com um coração enorme. Ele cometeu um erro — que nem teria sido um erro se eu não tivesse sido vítima de agressão.
— Desculpe, Mia. Não vai acontecer de novo — ele sussurrou em meu ouvido e me soltou.
Maria bateu palmas para chamar a atenção de todos.
— Terminamos por hoje, pessoal. Podem ir. Amanhã vamos ter o dia de folga e, quando vocês voltarem, vamos ensaiar direto por dois dias para aperfeiçoar a coreografia. E depois vamos gravar! — Os dez dançarinos gritaram e comemoraram, batendo nas mãos uns dos outros e se abraçando.
— Tem certeza que vai ficar bem? — Anton me perguntou quando Heather entrou na sala. Ela notou nossa posição e franziu a testa. Tentei sorrir para ela enquanto se aproximava.
Ela parou a alguns metros de nós, cruzou os braços e apertou os lábios.
— Você queria falar comigo?
Anton se irritou.
— Que recepção fria — murmurou e eu ri, abracei-o mais uma vez e me afastei.
— Vai sair para comer? — Heather me perguntou.
— Não, vou comer em casa. Preciso descansar e tomar um banho quente para aliviar a dor nos músculos! — falei alto o suficiente para Maria ouvir. Ela empinou os seios e inclinou a cabeça, rindo, obviamente orgulhosa de si. A mulher era incrível. Desde o corpo até a habilidade com a dança e a beleza. Eu me perguntei se ela tinha alguém. Alec balançaria o mundo dela. Como balançou o meu, muitas vezes.
Mas agora nada mais de Alec.
Suspirei, fui até Heather, abracei-a e sussurrei:
— Pegue leve com ele. O Anton pode ser meio sem noção, mas te ama como uma irmã. Dê a ele o benefício da dúvida, tá? — Eu me afastei e a segurei. Seus olhos azuis estavam cheios de lágrimas não derramadas, e ela assentiu. — Certo, agora arrasa, tigresa — falei e bati em seu traseiro com força antes de sair.
— Ai! Sua vaca! — Heather gritou, embora o entusiasmo em seu tom provasse que ela não estava com raiva.
Coloquei a mão nas costas e mostrei a ela o dedo do meio.
— Aqui pra você!
Atrás de mim, pude ouvi-la dizer a Anton:
— Você pode acreditar nela?
Anton riu, e então um grunhido abafado encheu meus ouvidos. Eu me virei para vê-lo apertando Heather.
— Não me deixe, H. Eu preciso de você.
— Você não precisa de mim.
— Claro que preciso! Você cuida de mim.
Esperei para ver como ela responderia.
— É... Sabe de uma coisa? Eu cuido mesmo. Está na hora de você perceber isso e fazer algo a respeito, senão eu vou embora.
— Se você for, eu corro atrás de você. Nenhuma outra banda vai ficar com a minha empresária — ele gritou.
Empresária? — A palavra saiu quebrada e rouca, quase como se machucasse dizê-la.
— Isso mesmo. As pessoas querem que eu toque nas casas de shows? Que falem com a minha empresária. Querem que eu divulgue produtos? Falem com a minha empresária. Querem que eu participe de premiações? Falem com a minha empresária. Que é você, chica. De agora em diante, Heather Renee é a empresária do Latin Lov-ah.
Ela começou a andar de um lado para o outro.
— Então isso significa que eu consegui um aumento?
Ele assentiu.
— Bem grande, H. Que tal quinze por cento sobre cada trabalho?
Maria assobiou.
— Sério?
— Você me consegue trabalho e ganha por isso. Eu pesquisei, H. É mais que justo. Além disso, suas despesas ficam por conta da empresa quando viajarmos. O seu nome vai aparecer nos álbuns e tudo o mais. Então — ele estendeu a mão —, temos um acordo ou não?
Os olhos de Heather estavam arregalados. Sua boca abria e fechava, como se ela não pudesse recuperar o fôlego.
— Mas... mas... isso é demais.
Foi uma declaração retórica, mas Anton respondeu de qualquer maneira.
— Não. É o necessário para reconhecer o seu talento e manter você comigo. Agora, você vai apertar minha mão ou vai me manter em suspense?
Heather estendeu a mão, que tremia enquanto apertava a de Anton. Sem hesitar, ele a puxou para seus braços no que eu sabia ser um abraço esmagador.
— Nunca duvide do meu amor por você, H. Você é a mulher mais talentosa que eu conheço. É você que me mantém na linha. Ter a minha irmã, a minha hermana, a minha mejor amiga garantindo que eu estou sendo cuidado e conseguindo os melhores contratos era o meu sonho. Me desculpe por não ter feito isso antes.
Ela fungou em seu pescoço, com lágrimas escorrendo no rosto. Eu me abracei, incapaz de lhes dar privacidade. Era lindo demais testemunhar aquilo.
— H, vamos ter que contratar uma nova assistente. Você vai estar ocupada demais para lidar com as necessidades do dia a dia. Ahhh, contrate uma latina sexy. — Seus olhos brilharam e um sorriso sensual surgiu em seus lábios.
Ela balançou a cabeça.
— Pode esquecer. Você estaria na cama com ela em cinco segundos. Vou contratar um gay! Ponto-final. Nada que distraia nenhum de nós.
Anton deu de ombros.
— Desmancha-prazeres. — Ele a girou e a colocou de pé. — Agora, pode ligar para esse bastardo que está tentando te roubar de mim e dizer que está fora do mercado, que foi promovida e que é para ele ficar bem longe. Se eu vir esse hijo de puta pegajoso, não vou ser gentil. Ele tentou roubar a minha garota.
Heather riu.
— Na verdade ele é bem legal. — A cabeça de Anton se virou rapidamente e ele a encarou, mostrando os dentes. — Está bem, está bem! Ainda hoje vou avisar que não estou interessada.
Seus olhos se suavizaram e ele sorriu.

Naquele momento, saí do estúdio de dança na ponta dos pés e fui para a minha casa longe de casa. As coisas já estavam bem novamente. Bom, pelo menos no mundo de Anton e Heather. Ainda faltava definir como ficariam entre mim e Weston. O dia seguinte iria dizer.

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