7 de janeiro de 2017

Capítulo Nove

Vai e volta. Vai e volta. Para abruptamente. Puxa o cabelo. Faz careta. Murmura palavrões. Vira. Repete.
Observei Wes andar pela sala, queimando a sola dos sapatos no processo. Ele parou de repente, apertou as mãos em punhos e me encarou.
— Eu vou matar esse cara. Vou acabar com ele. Sua carreira política — ele fez um gesto com a mão, como se estivesse cortando alguma coisa — já era. Ele vai pagar com sangue!
— Ele já pagou. — Olhei para cima quando a sala, que estava fria, esquentou. Os olhos de Wes estavam escuros como breu, com apenas um anel verde translúcido em torno. — O Mason deu uma surra nele — murmurei, as palavras se arrastando para fora. Engolindo a bola que havia se formado como papel machê em minha garganta, tentei falar, mas seu olhar me manteve em silêncio.
As sobrancelhas de Wes se estreitaram tão severamente que rugas se formaram em cima do nariz.
— Mason? Quem caralhos é Mason?
Pisquei com o tom grave da sua voz.
— Hum... O Mace é um ex-cliente... — Os olhos de Wes me encararam, desprovidos de sentimento, depois se arregalaram. — Amigo — consertei.
Ele voltou a andar de um lado para o outro.
— Não posso acreditar nisso. A minha namorada é atacada por um filho da puta — ele se virou e continuou andando —, vai parar no hospital, e eu não fico sabendo de merda nenhuma. Meu Deus, Mia! Isso é tão absurdo. — Provavelmente não era um bom momento para salientar que não havíamos determinado oficialmente o status do nosso relacionamento até ontem. Achei que o comentário não ia cair bem. Ele parou, os olhos fechados, a mandíbula apertada. — Não sei o que fazer.
Eu me levantei e segurei suas mãos, colocando-as entre nós e acariciando-as até que a tensão se dissipasse.
— Lindo, não tem nada que você possa fazer.
Ele mordeu o lábio com tanta força que me preocupei que pudesse machucar a carne macia até tirar sangue.
— Mia, eu estou louco da vida. — Sua voz era crua e dolorosa. — Eu preciso fazer alguma coisa. — Seus olhos se abriram e encontraram os meus.
— Não. Você precisa se concentrar em mim. Me ajudar. Isso é o que você pode fazer. Acabou.
E tinha acabado. Eu havia passado a última hora contando os mínimos detalhes do que acontecera, os momentos que antecederam o ataque e as consequências dele. Em meio a tudo isso, Wes segurou minha mão, se sentou pacientemente enquanto eu contava mais uma vez a experiência terrível, acariciou minhas costas, enxugou minhas lágrimas e muito mais. Ele escutou e só reagiu mais tarde. Quando contei a ele uma versão aceitável do que Aaron tinha feito comigo naquela noite e antes disso, na vez em que me tocou enquanto eu dormia... foi aí que Wes começou a andar de um lado para o outro. E a xingar. Em seguida, veio a raiva.
Wes balançou a cabeça e agarrou os cabelos pela enésima vez.
— Acabou nada. Tem um maldito buraco nas minhas entranhas. Linda, a única coisa capaz de consertar isso é eu acabar com aquele filho da puta. Você não entende? — Seus olhos brilhavam enquanto suas mãos tremiam. — Ele machucou a mulher que eu amo. Muito. Ele precisa sentir a mesma dor.
— Como eu disse, ele vai sentir. Ele está sendo obrigado a ir a um terapeuta, ao AA e muito mais. Baby, se isso chegar aos jornais ou alguém descobrir o que aconteceu, as consequências vão atingir outras pessoas além do Aaron. Centenas, talvez milhares em outros países. Warren, o pai dele, vai ter que encerrar o projeto filantrópico. Os investidores jamais apoiariam um homem cujo filho é um alcoólatra e predador sexual. Por favor, tente entender.
E ele voltou a andar de um lado para o outro. Eu sabia, por sua postura, que ele entendia. Nós já havíamos conversado sobre aquilo. Contei sobre o projeto de Warren, o trabalho que ele estava fazendo, as contribuições que estavam entrando. Tudo aquilo poderia ser interrompido caso algo tão hediondo viesse a público. Weston sabia. Ele concordou, porque, se se visse naquelas circunstâncias, retiraria o financiamento.
— Wes, tem também a questão da repercussão negativa... — tentei abordar o assunto delicado do meu trabalho e de como o resto do mundo iria me ver.
Seus olhos se estreitaram, e ele se encostou na beirada da poltrona à minha frente.
— Repercussão negativa?
Assenti.
— Sim. Em relação a você, ao Alec, ao Mason, ao Tony e ao Hector, aos D’Amico, ao Tai e ao Anton. É muita coisa para arriscar em busca de justiça pelo que ele fez.
— Linda, você está me deixando confuso. Quem são todas essas pessoas?
E foi isso que fez toda a situação ficar real. Real demais. O tipo de realidade que faz os casais ficarem mais fortes ou os separa para sempre. Não tive escolha.
— Wes, você sabe que eu sou uma acompanhante. O público em geral acha que isso significa que eu sou uma prostituta cara, e, em alguns casos, essa informação poderia ser considerada correta. — Ele bufou e soltou um longo suspiro. — Além disso, admitir que eu sou uma acompanhante significa que quem pode me pagar geralmente são pessoas públicas.
— Não estou entendendo. Explique — ele falou de uma forma que achei bastante implacável. Ele queria ir por aquele caminho? Eu o levaria.
Dei de ombros.
— Você pediu.
Contando nos dedos de uma das mãos, enumerei:
— Além do Warren e da sua ajuda aos pobres do terceiro mundo, os clientes anteriores foram os D’Amico. Eu fiz a campanha “A beleza vem em todos os tamanhos”. A notícia de que eles contrataram uma acompanhante para estrelar a campanha pode destruir tudo o que eles construíram.
Wes apontou para mim.
— Eu vi a campanha. Fiquei muito orgulhoso de você, linda. Você estava ótima. Incrível mesmo. — Sorri com o elogio. Me fez sentir fantástica saber que Wes estava orgulhoso do trabalho que eu tinha feito. — Próximo?
— Mason Murphy. — Os olhos de Wes se arregalaram em reconhecimento. — Sim, o famoso jogador do Boston Red Sox. Fui contratada para fingir que era namorada dele e melhorar sua imagem. No fim, funcionou super bem, e ele encontrou sua alma gêmea, a relações-públicas dele.
Wes se moveu até o bar, do outro lado da sala. Ergueu a garrafa de uísque e eu assenti. Precisava de uma bebida. Ele pegou dois copos e encheu com três dedos do líquido âmbar. Sim, seria uma noite daquelas. Um verdadeiro confessionário. Eu só esperava que ele não me crucificasse por meus pecados.
Ele me entregou o copo e eu tomei um gole. O líquido queimou minha garganta, deixando um sabor espesso que fez arder minha língua e aquecer meu estômago.
— Você foi pra cama com ele? — Ele se sentou na poltrona à minha frente.
Estávamos separados por uma longa mesa de vidro. A distância que ele colocou entre nós, intencional ou não, não me passou despercebida. Não importava. Aquilo precisava acontecer.
— Não, não fui. Não que ele não tenha tentado. — Sorri e ele franziu a testa. Certo, vamos em frente. — E antes dele teve o Tony Fasano.
Ele inclinou a cabeça.
— O cara do restaurante?
Aquilo me fez sorrir.
— Sim.
— Para que ele te contratou? — Desta vez, quando ele falou, soou um pouco mais leve, um pouco menos carregado daquele tom nervoso.
— Para ser sua noiva. — Eu ri e Wes se encolheu. — Mas a melhor parte é por que ele me contratou. — Sorri.
Isso deve ter dado alívio a Wes, porque ele abriu um sorriso hesitante em troca.
— Por quê?
— Não posso acreditar que você não lembra do que conversamos em março. Não lembra que ficou na casa deles? Tudo bem, eles não foram explícitos no bar, e nós bebemos um pouco demais, mas... Sério que você não lembra de nada sobre o Tony e o Hector?
Wes encolheu os ombros.
— Não, não mesmo. Eu lembro de conhecê-los e de beber demais com dois caras legais. Mas o que eu mais lembro é da sua boca, de te pegar contra a parede, daquele banho incrível e de fazer sexo animal a noite toda com a mulher mais sexy do mundo.
— Sexo animal? — ri.
Ele assentiu.
— E aí, qual é o grande motivo pelo qual ele te contratou para ser noiva dele? — perguntou, me trazendo de volta ao tópico em questão.
Sentei em cima de um pé e me ajeitei, apoiando o copo no braço da poltrona.
— Para explicar isso, vou ter que montar a cena.
Os lábios de Wes se levantaram em um breve sorriso, e eu achei que era uma pequena vitória.
— Certo, manda. — Ele se reclinou e tomou um gole do uísque.
Eu adorava observar seu pescoço e o movimento do pomo de adão. Tudo em Wes me interessava, especialmente agora que estávamos juntos.
Tomara que juntos por mais tempo depois dessa conversa.
— Quando cheguei em Chicago, o empregado da casa colocou minha mala num quarto. Era enorme, muito maior do que eu esperava, embora o Tony vivesse em uma cobertura de luxo na cidade.
Wes não disse nada. Apenas esperou que eu continuasse.
— Quando o cara me deixou lá com a bagagem, ouvi o chuveiro ligado. Você não pode imaginar como eu surtei ao saber que estava num quarto, provavelmente o quarto principal, e um cara que eu não conhecia, um estranho, estava no chuveiro.
Para uma garota, ouvir isso seria engraçado. Para Wes... nem tanto. Sua mandíbula se apertou e se moveu, enquanto me apressei em continuar.
— Então a porta se abriu e um cara enorme apareceu enrolado numa toalha, e foi aí que as coisas ficaram realmente interessantes... — Tentei levantar para dar ênfase, mas Wes só parecia irritado.
— Mal posso esperar para saber — ele disse.
Revirei os olhos.
— Bom, eu estava ali parada, como um peixe fora d’água, sem saber o que dizer, quando, de trás dele, sai outro cara com uma toalha enrolada na cintura e abraça meu cliente. Tipo, os dois pelados se abraçando. Eles tinham tomado banho... juntos.
Foi quando Wes abriu um enorme e radiante sorriso de dentes brancos e brilhantes.
— Ele é gay!
— Você não lê os jornais? Não presta atenção na coluna de fofocas?
Ele umedeceu os lábios perfeitos e inclinou o queixo.
— De jeito nenhum. Eu evito essa merda como a peste. Quase nunca é baseada na verdade, e geralmente acaba ferindo a pessoa de quem estão falando.
Revirei os olhos, mas continuei:
— O Tony é gay. Namora sério um advogado incrível chamado Hector Chavez. Na verdade, durante o mês que passei lá, eu me aproximei muito do Tony e do Hector. Mais do Hector que do Tony, por razões óbvias. — Pisquei.
— Óbvias — ele murmurou.
Tamborilei os dedos na perna e tomei um gole.
— E antes do Tony foi o Alec. — Relembrar meu tempo com Alec colocava aquele buraco de volta em meu estômago. Dei um pedaço de mim para Alec naquele mês. Uma parte que eu nunca quis de volta. A verdade era que eu amava aquele francês safado e curtia muito estar em sua cama. Não mais que com Wes, mas ele estava no topo da lista de pessoas excelentes para transar, assim como Tai.
— E o Alec era o artista — ele resmungou. Como ele sabia, eu não conseguia lembrar. É possível que eu tenha mencionado Alec e nosso tempo juntos, mas Wes não estava deixando nada escapar.
Franzindo os lábios, olhei ao longe, depois para o meu copo meio cheio, e tomei outro grande gole de uísque.
— Você teve um relacionamento sexual com ele — Wes falou, mas não de forma acusatória, o que eu esperava que significasse que estava tudo bem.
Assenti.
Ele deu de ombros e olhou para o sol poente.
— Mas foi casual, como a Gina.
A simples menção do nome da vadia fez o alerta de ciúme disparar e o monstro de olhos verdes pôr a cabeça para fora.
— O Alec foi especial. Ele significa alguma coisa para mim. — Eu me coloquei na defensiva, sem perceber que estava mostrando minhas cartas de uma maneira com a qual não estava preparada para lidar.
Wes se inclinou para a frente e apoiou os cotovelos nos joelhos, juntando as mãos sob o queixo.
— É mesmo? Especial como?
Lágrimas se formaram no canto dos meus olhos.
— O Alec me fez sentir bonita.
— E eu não faço? — ele desafiou.
Meus pelos se arrepiaram.
— Sim, mas ele me fez entender que a Mia que ninguém via, a mesma que eu fui com você, mas que não era com o resto do mundo, podia aparecer. Ele me obrigou a tirar a máscara e deixar o mundo entrar. Eu aprendi uma lição muito valiosa com o Alec.
— Que foi...? — Seu tom era ferido e assustado.
— Amar a mim mesma.
Wes fechou os olhos, inspirou, soltou a respiração e relaxou.
— Mia, você tem todos os motivos do mundo para se amar.
— Eu não acreditava nisso. Não antes do Alec. Não antes de a arte dele me fazer ver o que todo mundo via. Que, mesmo estando quebrada, mesmo tendo dificuldades na vida, tendo virado uma acompanhante porque o meu pai alcoólatra e viciado em jogo não teve a capacidade de cuidar das próprias dívidas, que eu — bati em meu peito —, Mia Saunders, garçonete de Las Vegas, merecia mais. Merecia felicidade. Merecia amor.
— E eu não te dou isso? — Sua voz falhou quando ele perguntou.
— Você dá, mas, naquele momento, o Alec também deu. E de certa forma ainda dá.
Os olhos de Wes endureceram, depois a tristeza maculou suas feições.
— Ele te ama.
Assenti e ele fechou os olhos. Expliquei rapidamente:
— O Alec acredita que você ama a pessoa que está com você pelo tempo que estiverem juntos. Que não há problema em ter uma parte da pessoa com você e levá-la consigo pelo resto da vida.
— Ele te quer de volta?
Havia ciúme no meu normalmente descontraído surfista-que-fazia-filmes.
— Não. Não desse jeito. O Alec ama todas as mulheres com quem se relaciona, ou não estaria com ela. Provavelmente todos os dias corações se quebram em alguma parte do mundo porque ele está amando alguém neste exato momento.
— Comigo não é assim, Mia. Eu sou um homem de uma mulher só quando me comprometo, e estou comprometido com você. Com a gente. Para que isso funcione, você tem que se comprometer também. — Ele limpou a garganta. — E temos que deixar toda essa história no passado. Porque é isso que é, baby. História.
Pensei brevemente em Gina, mas não sabia por quanto tempo ele ficou transando com ela e fazendo amor comigo. Só sabia que agora ele não estava com ela, e acreditava nele.
— Então você só transou com um cara desde que estivemos juntos? — Seu olhar era incrédulo. E ele tinha razão.
Fechando os olhos, me preparei.
— Não. Eu fiquei com o Tai Niko, o modelo que trabalhou comigo no Havaí.
— No Havaí? Em maio?
— Sim.
— Um caso de uma noite só? — Havia tanta coisa nessa pergunta.
Minha voz tremeu.
— Não — admiti, porque eu podia ser muitas coisas, mas não mentirosa. Eu não começaria meu primeiro relacionamento de verdade em anos com base em mentiras.
— Porra! — Ele se levantou e começou a andar, puxando o cabelo e xingando.
Aquela parecia sua forma padrão de responder.
— Você não entende, Wes. Foi só diversão! Ele já está com outra pessoa. Alguém com quem vai se casar! — gritei, para deixar claro meu ponto de vista. Wes era importante demais para não superarmos aquilo.
Ele balançou a cabeça de um lado para o outro. Seu ombro caiu mais uma vez.
— Merda, linda, você está me matando. Você passou um mês no paraíso amando outro cara?
Ele usou a palavra “paraíso” para me torturar. Jogar limpo estava fora de questão.
— E você passou a merda dos últimos sabe-se lá quantos meses trepando com a Gina DeLuca, a maldita queridinha da América, arrasadora de corações e mulher mais sexy do mundo, e eu tenho que aceitar isso numa boa?
Como um tiro de canhão, ele recuou vários passos e apertou a mesa lateral atrás de si.
— Mia, ela não significa nada pra mim! — Ele pôs a mão no peito. — Nada! — reiterou.
— Acho difícil de acreditar. Você transou com ela “casualmente” durante meses. — Fiz um gesto de aspas no ar para a palavra casualmente. — Não acha que ela acredita ser algo mais?
Ele negou.
— Ela não acredita. Eu juro.
— Tá bom, diga isso a si mesmo até se tornar verdade. Pelo menos eu posso dizer que passei um tempo com o Alec e o Tai e segui em frente. Estou numa situação diferente. Eu. Amo. Você! Eu nunca disse essas palavras, dessa forma, pra eles. Posso amar os dois como amigos, como pessoas de quem eu gosto e que gostam de mim, mas não estou apaixonada por eles. É uma diferença monumental. Eu nunca fui apaixonada por eles. Você pode dizer o mesmo sobre a Gina? Hein? — Minha voz soava alta, e eu soube que tinha perdido a razão quando me levantei e joguei o copo na parede. Ele nem quebrou. Não tive nenhuma satisfação. Droga de Anton e seu apreço por copos.
Gemi e caí para trás no sofá, segurando a cabeça entre as mãos.
— É por isso que eu não me apaixono — falei as palavras em voz alta e as repeti em silêncio várias vezes, como um mantra.
Sem aviso, Wes me puxou pela mão, se virou e sentou no sofá, me levando junto, de forma que meus joelhos ficaram ao lado de seus quadris, encaixada nele.
— Nunca se arrependa de me amar. Isso me machucaria mais do que qualquer coisa que você possa dizer ou fazer. — Ele segurou minhas bochechas. — Isso é tudo? Terminou? Dois caras, um agressor e alguns novos amigos?
Umedeci os lábios e assenti.
— Tudo bem, linda. — Ele engoliu em seco e admitiu as próprias verdades. — Para mim, foi só a Gina, de vez em quando. Nós podemos superar isso. — As palavras fizeram meu coração cantar. Como uma canção de ninar antes de dormir, eu me acalmei. Estar com ele assim, em seu colo, suas mãos me acariciando, tornou tudo fácil.
Nós podemos superar isso.
Meus olhos se encheram de lágrimas novamente. Seus polegares as enxugaram quando elas caíram.
— Não, baby. De agora em diante, somos só você e eu. Colocamos tudo para fora e acabou. Eu sei o que preciso saber e você sabe que o lance com a Gina terminou. T-ER-M-I-N-O-U — ele repetiu, soletrando. — A única coisa que resta é isso. Você e eu. Agora nós podemos seguir em frente.
Assenti e apoiei a cabeça em seu pescoço, inalando aquele cheiro de oceano e de Wes que eu adorava.
— Eu te amo — falei as palavras para que ele pudesse ouvi-las e saber que eu precisava ouvi-las de volta.

— Eu também te amo, linda. Eu e você. Só eu e você.

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